Como a banalização das palavras está em voga.
As palavras passaram para muitos a não mais corresponder ao seu verdadeiro significado.
O que tenho visto que muitos andam arquitetando palavras, com o intuito de agradar o ouvido do outro. Falam o que acham que o outro gostaria ou quer ouvir...
Isso me lembra ano eleitoral.
Onde uns bandos em sua maioria de pulhas ocupam o horário de sua TV para dizer um monte de palavras que eles mesmos não fazem idéia do que estão dizendo, acreditando naquele estereótipo de que o brasileiro não tem memória.
Na verdade o brasileiro tem memória, o que falta é atitude!! A maioria do povo brasileiro tem sua morfotipologia de fechamento, são passivos por natureza.
Acho que de tanto sermos bombardeados, por anos a fio, pelo uso indevido das palavras pelos nossos extraordinários políticos, que muitos adotaram tal atitude.
O pior que no mundo real isso complica ainda mais.
Por exemplo, no campo dos relacionamentos, um rapaz diz: “Eu nunca te esqueci, quero namorar com você, você faz parte dos meus planos futuros, não fui seu primeiro namorado, mas sou seu último.” E mais um monte de blá, blá, blá...
E depois de ouvir todo esse blá,blá,blá o nosso digníssimo rapaz, num curto período de tempo, vira pra você e diz, vamos terminar!
E aí?
O que foi dito antes era verdade?
Ou era apenas o que ele achava que você gostaria de ouvir naquele momento? Na qual isso já se tornou de praxe, e ele até achava que acredita nisso também.
O problema que isso apenas saiu como um automatismo cerebral, por exemplo, quando alguém aproxima um cigarro acesso do seu braço e você automaticamente o afasta do cigarro.
Você não racionaliza o movimento.
Da mesma forma isso deve acontecer com essa porção de pessoas. E acredito que com esse rapaz também!
O saldo disso tudo é que toda vez que escutarmos algo, lá no fundo irá pairar certa dúvida.
Até que ponto, poderemos acreditar no que acabamos de escutar?
by Adriana Carvalho de Oliveira
terça-feira, setembro 19, 2006
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Um comentário:
Há verdades que são pra uns: verdades, mas pra outros não. As pessoas são diferentes! Dahhhh!!! Que novidade, né? Por isso as verdades são diferentes. Porque cada qual tem a sua e desde que o coração acredite piamente naquilo, a falta não será tão grave assim...
A nossa verdade é até mutável, acredita? Só não é mutável a verdade de quem é perfeito e que conhece tudo, porque esse sabe distinguir o certo do errado.
Hoje eu posso dizer pra pessoa amada: "Te amo", e isso ser a mais pura verdade. Amanhã posso me dar conta de que não a amo mais... Coisas da nossa imperfeição!!! Quem pode dizer que conhece o amor? Se alguém, aqui na Terra, me disser que conhece... só lamento!
Vamos ter calma! Um dia a gente chega lá! Até lá, vivamos nós, imperfeitos, entre outros, tão imperfeitos quanto, "amando" nem que seja pela metade.
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