terça-feira, setembro 19, 2006

CUIDADO COM AS BANALIZAÇÕES

Como a banalização das palavras está em voga.

As palavras passaram para muitos a não mais corresponder ao seu verdadeiro significado.

O que tenho visto que muitos andam arquitetando palavras, com o intuito de agradar o ouvido do outro. Falam o que acham que o outro gostaria ou quer ouvir...

Isso me lembra ano eleitoral.

Onde uns bandos em sua maioria de pulhas ocupam o horário de sua TV para dizer um monte de palavras que eles mesmos não fazem idéia do que estão dizendo, acreditando naquele estereótipo de que o brasileiro não tem memória.

Na verdade o brasileiro tem memória, o que falta é atitude!! A maioria do povo brasileiro tem sua morfotipologia de fechamento, são passivos por natureza.

Acho que de tanto sermos bombardeados, por anos a fio, pelo uso indevido das palavras pelos nossos extraordinários políticos, que muitos adotaram tal atitude.

O pior que no mundo real isso complica ainda mais.

Por exemplo, no campo dos relacionamentos, um rapaz diz: “Eu nunca te esqueci, quero namorar com você, você faz parte dos meus planos futuros, não fui seu primeiro namorado, mas sou seu último.” E mais um monte de blá, blá, blá...

E depois de ouvir todo esse blá,blá,blá o nosso digníssimo rapaz, num curto período de tempo, vira pra você e diz, vamos terminar!

E aí?

O que foi dito antes era verdade?

Ou era apenas o que ele achava que você gostaria de ouvir naquele momento? Na qual isso já se tornou de praxe, e ele até achava que acredita nisso também.

O problema que isso apenas saiu como um automatismo cerebral, por exemplo, quando alguém aproxima um cigarro acesso do seu braço e você automaticamente o afasta do cigarro.
Você não racionaliza o movimento.

Da mesma forma isso deve acontecer com essa porção de pessoas. E acredito que com esse rapaz também!

O saldo disso tudo é que toda vez que escutarmos algo, lá no fundo irá pairar certa dúvida.

Até que ponto, poderemos acreditar no que acabamos de escutar?

by Adriana Carvalho de Oliveira